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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A mão que lava a outra

Retirado do sítio de Carta Capital


Por Mino Carta*



Quem manda mais: o governador ou os patrões midiáticos?
 Foto: Bruno Poletti/Frame/Folhapress

Estava o acima assinado no luminescente palácio do Ministério das Relações Exteriores em Brasília na noite de gala de 1º de janeiro de 2011, festa da posse da presidenta Dilma Rousseff, e eis que sai da salinha vip, reservada aos cumprimentos dos graúdos, o governador Geraldo Alckmin. E me cai nos braços, como sonha Cavaradossi ao recordar Tosca, fundo musical de Puccini.
No caso, em lugar da ficção operística, invoco a verdade factual. O governador reeleito e reempossado naquele mesmo dia, surpreende-me por estar já na capital da República e ainda mais por me abraçar com tamanha simpatia. O que, sublinho, não me desagrada. Vem atrás dele o senador Aloysio Nunes Ferreira, o qual, de rosto lívido, incumbe-se de restabelecer as distâncias ao produzir um aceno soturno a transparente contragosto. O que também não me desagrada.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Impressões sobre o IV Congresso do PT

O clima da etapa estatutária do IV Congresso do PT foi bastante diferente daquela que aconteceu em fevereiro de 2010. O tom de como se dariam as disputas naquele espaço foi dado logo na noite de abertura. A segurança da Presidência da República definiu que quando todas as cadeiras fossem ocupadas as portas do auditório seriam fechadas, mesmo com algumas centenas de militantes petistas ainda do lado de fora do auditório. Qual o problema objetivo de deixar os militantes entrar e sentar no chão? Nenhum, claro.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

NÃO é assim que se faz jornalismo !

Segue a divulgação da resposta do Edberto Ticianele ao ataque leviano e gratuito feito pelo "jornal" Gazeta de Alagoas. 

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

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MUDOU LULA OU MUDOU O FÓRUM SOCIAL MUNDIAL

Artigo de Emir Sader retirado do Sítio www.pagina13.org.br

Na reunião do Comitê Internacional do Fórum Social Mundial de 2001 com Lula, este foi duramente interpelado por todas as intervenções, seja sobre o papel do Brasil na OMC, sobre as relações do governo brasileiro com as empresas de agronegócios, seja pelo lugar do governo na polarização politica mundial.

Neste Fórum de 2011, Lula foi aclamado como ninguém, aparece como um grande líder de projeção mundial. Naquela que deveria ser a reunião correspondente à de 2001, com o Ministro Secretario Geral do governo, Gilberto Carvalho, ninguém levantou nenhum questionamento – nem sobre Belo Monte, São Francisco, OMC, Haiti ou qualquer outra
questão -, ao contrario, houve enorme congraçamento, especialmente entre ONGs e governo.

Mudou Lula e o governo brasileiro ou mudou o FSM?

Ambos mudaram. Basta dizer que a abertura deste FSM teve apenas duas intervenções – a do presidente da Bolívia, Evo Morales, e a do Ministro do governo Dilma, Gilberto Carvalho. Isto é, ao contrário dos Foros anteriores, incluído o de Belém, em que a presença de 5 presidentes latino-americanos teve que encontrar um espaço paralelo à programação do Fórum, desta vez dois representantes de governo ocuparam lugar central e – tirando a corda excessivamente para o outro lado – nenhum movimento social falou na abertura do FSM.

De qualquer maneira avançou-se de uma atitude de exclusão de governos, partidos, políticos, para a incorporação de representantes de governos progressistas da América Latina no corpo mesmo do FSM.
Certamente mudou a situação politica e isto representa um reconhecimento de que os governos progressistas da América Latina estão construindo o outro mundo possível.

Lula, antes objeto de grandes críticas, aparece como um grande líder dos povos de Sul do mundo, engajado na construção de um mundo multipolar, na critica dura à dominação do mundo pelas potencias tradicionais, na crítica à forma como os países do centro do capitalismo geraram a crise atual e não conseguem sair dela, por se manterem no
marco das posições neoliberais.

Mas certamente também mudou o FSM. Se vê uma participação relativamente menor dos movimentos sociais e mesmo das próprias ONGs. A situação destas ficou mais explicita em intervenções na reunião
com Gilberto Carvalho, onde representantes das ONGs expressaram a crise financeira que as afeta, além da visão de que nunca teriam sido antigovernamentais, mas contra governos neoliberais e aceitando a
proposta do governo de uma comissão permanente de intercambio entre o governo do Brasil e o Comitê Internacional do FSM.

É bom que seja assim, mas sempre que o FSM fortaleça a presença dos movimentos sociais – sua forma central de existência.

Lula tampouco é o mesmo de 2003. Seu discurso foi se desenvolvendo conforme o mundo foi mudando e, com ele, a politica externa brasileira foi se tornando mais abrangente. O diagnostico da crise feito por Lula aponta para responsabilidades centrais das potencias capitalistas e sua forma de resgatar aos bancos, mas não a economia dos
seus países e a massa da população – vitimas diretas da crise.

O Brasil foi desenvolvendo uma estratégia internacional centrada nas alianças com os países do Sul do mundo – sela na América do Sul, assim com os Brics -, trabalhando na direção de um mundo economicamente multipolar. Da mesma forma que o Brasil foi incorporando temas como a questão palestina e o conflito dos EUA com o Irã, no entendimento de que outros atores deveriam intervir, não apenas para buscar evitar novos focos de guerra, mas também para desarticular focos existentes, com soluções que contemplem todas as partes envolvidas.

São todos temas caros ao próprio FSM, que não teria mesmo como não se alinhar com os governos progressistas latino-americanos que, mesmo com matizes distintos, buscam a construção de alternativas ao neoliberalismo.

Desse ponto de vista, o Fórum de Dacar foi um avanço na superação das barreiras artificiais entre forças sociais e forças politicas, entre resistência e construção de alternativas. Pela evolução do FSM e de Lula foi possível a passagem das diferenças e dos conflitos de 2003 à convergência de 2011.

O próximo – que, ao que tudo indica, será realizado em Porto Alegre – pode permitir uma formatação distinta, talvez colocando no centro mesmo do FSM a relação desses governos com os movimentos sociais, especialmente nos temas em que existem diferenças e tensões – como as questões do meio ambiente, da reforma agrária, da exploração dos
recursos naturais, da democratização dos meios de comunicação, entre outros. Assim o FSM assumiria um formato adequado às condições atuais de luta pela superação do neoliberalismo, que representam uma vitória das teses defendidas desde sua origem pelo Fórum e que, por isso mesmo, demandam a atualização de suas formas de existência, para estar à altura dos desafios atuais da construção do outro mundo possível.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Serra e a Política do Absurdo

Texto de Wladimir Pomar retirado do sitio: www.pagina13.org.br

           Apesar de tudo, ainda há gente na esquerda que supõe não existir diferença substancial entre Dilma e Serra. Por que? Porque ambos supostamente merecem a confiança do sistema capitalista, ambos se proporiam a servir a tal sistema com presteza. Além disso, mesmo sem apontarem a fonte, há quem afirme que Dilma teria sido alvo das maiores contribuições financeiras para sua campanha.

         O trágico nesse raciocínio é que ele já foi empregado no passado, com resultados históricos que alguns parecem haver esquecido. Os comunistas alemães dos anos 30 também não enxergavam diferenças entre os social-democratas e os nacional-socialistas. Ambos mereceriam a confiança do sistema capitalista, estariam propensos a servir a tal sistema, e os social-democratas seriam os principais alvos das contribuições financeiras dos capitalistas. Portanto, não haveria sentido em fazer uma frente-única para opor-se à subida do nacional-socialismo, ou do nazismo, ao governo. As consequências desse tipo de avaliação, que permitiram a vitória de Hitler, foram terríveis não apenas para o povo alemão, mas para a humanidade.

          Naquela época também havia correntes, entre os comunistas e outras forças da esquerda alemã, que consideravam positiva a derrota dos social-democratas e a vitória dos nazistas. Supunham que isso permitiria libertar os trabalhadores das ilusões reformistas e levá-los à luta contra o sistema capitalista. Ou seja, corporificaram na tática eleitoral daquele momento um velho pensamento das correntes anti-capitalistas, desde os anarquistas, de que quanto pior a situação dos trabalhadores e do povo, melhor para o desenvolvimento de sua luta.

         Esse tipo de raciocínio absurdo assemelha-se às bactérias que surgiram no início da vida, há alguns bilhões de anos. Às vezes parecem extintas pela evolução. No entanto, quando menos se espera, elas voltam a emergir, em especial nos momentos em que a imunidade cai. O que parece ser uma característica da situação econômica, social e política do Brasil da atualidade. Situação não prevista nos manuais doutrinários, e com baixa imunidade pela ausência de grandes mobilizações sociais e por falta de um debate político mais intenso e profundo.

         Portanto, não é original a sugestão de que, na hipótese de José Serra ser eleito presidente, as centrais sindicais e estudantis se veriam livres de amarras, os sindicatos abandonariam seu comportamento burocrático e governista e ganhariam as ruas em defesa dos direitos dos trabalhadores e na luta contra o sistema capitalista. A vitória de Serra possibilitaria aos movimentos sociais saírem da imobilidade política em que supostamente o governo Lula os teria jogado.


         No caso da vitória de Serra, esse raciocínio obtuso também acredita que a imensa legião de militantes da esquerda convencional ver-se-á desempregada, o que a tornaria insatisfeita e propensa a procurar os trabalhadores, os estudantes, o povo em geral. As praças e as ruas seriam conquistadas em nome de uma cerrada oposição ao governo direitista de José Serra.


         O núcleo desse pensamento estapafúrdio reside naquela suposição de que não haveria diferença entre a social-democracia e o nacional-socialismo, entre o governo Lula e o governo FHC, ou entre Dilma e Serra. Para seus adeptos, a social democracia, o governo Lula e Dilma seriam a direita travestida de esquerda. No governo Lula, a burguesia teria gozado de vantagens, privilégios e tranquilidade, porque as centrais sindicais e estudantis e uma massa de miseráveis teriam sido cooptados a troco de migalhas.


         Portanto, este tipo de direita travestida de esquerda seria mais prejudicial à causa da libertação dos explorados e oprimidos do que a direita desnudada. Esta, que pode ser representada tanto pelo nacional-socialismo, quanto pelo governo FHC e por Serra, não teria disfarces. O que permitiria a mobilização dos trabalhadores e do povo.


         Assim, como supostamente temos diante de nós, nesta campanha presidencial, direita versus direita, caberia escolher o candidato taticamente preferível para mobilizar os trabalhadores e o povo contra o sistema capitalista. Ou seja, a direita desnudada, Serra.


         Na Alemanha dos anos 30, esse tipo de raciocínio levou à escolha do nacional-socialismo e de Hitler, da direita desnudada. O pior, segundo a política do absurdo, ofereceria as melhores condições para a luta. No Brasil nós também tivemos a ditadura militar, em 1964. Em ambos os casos, não se conheceu nada pior em termos de direita desnudada. E, em ambos os casos, não se conheceu nada pior para a luta dos trabalhadores e do povo, até mesmo para a luta por suas reivindicações imediatas, quanto mais para a luta contra o sistema capitalista.


        Um dos aspectos perniciosos da direita desnudada representada pelo governo FHC foi o baixo nível de mobilização social, acompanhado sempre de um empenho constante em criminalizar os movimentos populares e democráticos, em especial o MST. Supor que a direita desnudada representada por Serra não se empenhará no mesmo sentido é um erro primário e grosseiro.


         Portanto, mesmo que Lula e Dilma pudessem ser classificados como direita travestida de esquerda, e eu aceitasse a veracidade de tal classificação, não teria dúvida alguma em rejeitar Serra. Para mim, pior é pior em todos os sentidos.


         Serra representa um retorno ao desastre FHC. Embora faça um esforço brutal para esconder suas verdadeiras intenções, sua natureza reacionária sobe à tona toda vez que se refere à política externa, às privatizações e a seus pretensos valores morais. Ele voltou a demonstrar, no governo de São Paulo, sua intenção de criminalizar os movimentos sociais. E a idéia do quanto pior melhor tem sido um desastre para a história da luta dos trabalhadores, tanto no Brasil quanto no mundo.


        Em consequência, olhando em perspectiva, o candidato taticamente preferível, mesmo para aqueles que pretendem mobilizar, desde já, os trabalhadores e o povo contra o sistema capitalista, é o apontado por Lula. Só intelectual desligado da realidade pode achar que o povo foi cooptado por migalhas, e que a melhoria da situação econômica de alguns milhões de brasileiros não terá efeitos em sua luta futura.


         A continuidade das políticas econômicas e sociais do governo Lula, aumentando a participação dos trabalhadores assalariados na força de trabalho e elevando o padrão de vida dos mais pobres, é a garantia de que as lutas futuras partirão de patamares mais elevados. Só por isso, e sem estar ameaçado de ficar desempregado, meu voto será Dilma.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Programa de TV - Noite - 09/09

O Programa que eu mais opstei até agora!

Mostra como entendemos o Brasil com uma nação continental e não como um feudo do tucanato!



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Programa de TV - Noite - 09/09

O Programa que eu mais opstei até agora!

Mostra como entendemos o Brasil com uma nação continental e não como um feudo do tucanato!



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terça-feira, 17 de agosto de 2010

terça-feira, 20 de julho de 2010

Perfil de Ronaldo Lessa

Veja o Perfil do Meu Candidato ao Governo do Estado!

É Lessa Governador 12
Dilma 13
Pinto de Luna 1300
Judson Cabral 13500





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sábado, 17 de julho de 2010

Dilma abre campanha no Rio ao lado de Lula

Retirado do site www.dilma13.com.br

16.07.2010
Mais de 15 mil pessoas se reuniram hoje num dos melhores palcos históricos da democracia brasileira, a Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro. Foi o primeiro ato público da campanha da candidata Dilma Rousseff na cidade. Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sob muita chuva, ela disse que estava com a alma cheia de alegria por estar junto a tantos militantes.


Nem mesmo a chuva forte afastou as pessoas que percorreram o trecho da Candelária à Cinelândia, na mesma região da cidade onde ocorreu uma das grandes passeatas pelas Diretas Já, em 1984. Dilma lembrou daquele dia e de que ali começou o processo de redemocratização do Brasil.


“Nós todos aqui estamos muito molhados, mas estamos com a alma lavada”, disse, na abertura do discurso. "A nossa alma está cheia de alegria, porque estamos aqui nessa praça e estamos aqui iniciando a nossa caminhada.”


Dilma citou uma frase de Lula para mostrar o desafio que tem pela frente: ele disse que não poderia errar porque era o primeiro trabalhador a presidir o país. Segundo Dilma, ela também, como mulher, não poderá errar sob pena de não honrar as milhões de brasileiras.


“Vocês vejam que eu também não posso errar, porque a primeira mulher presidente da República tem de honrar a todas as mulheres, honrar a cada uma das mulheres que trabalham, que criam seus filhos e que muitas vezes têm duas ou três jornadas de trabalho”, explicou, acrescentando que carrega um legado importante a ser deixado por Lula: o da esperança que brotou no coração dos brasileiros com as novas conquistas do país.


“Carrego um legado que é um legado sagrado, é da transformação e o da esperança desse país, que levantou a cabeça e hoje pode se olhar nos olhos de cada uma das mulheres e dos homens desse país, olhar para as nossas crianças e perceber que o nosso povo sabe, tem certeza que nós governaremos para ele”, afirmou. “Porque nós não somos aqueles que acreditam que vão governar sozinhos. Nós vamos governar com o povo, escutando povo, percebendo as suas necessidades e fazendo o possível e impossível.”

sexta-feira, 16 de julho de 2010

A Juventude está na Constituição: E você jovem, o que ganha com isso?**

Matéria Retirada do Sítio: Página 13

*Edson Pistori

O Congresso Nacional promulgou a sexagésima quinta emenda à Constituição Federal para inserir os jovens no artigo 227. A emenda foi comemorada por movimentos juvenis e gestores governamentais, pois tramitou durante 6 anos no parlamento e é a primeira prioridade efetivada dentre as 22 definidas pela I Conferência Nacional de Juventude realizada em 2008.

A inserção inédita da juventude na Constituição tem um valor simbólico incontestável. A emenda reconhece os jovens como sujeitos de direitos por sua condição específica de viverem uma etapa singular do ciclo de vida.

Contudo, a norma não acrescenta novos direitos ao catálogo já previsto na Constituição e também não explicitou direitos específicos aos jovens.

Agora, a esperança é que tais direitos sejam definidos por um Estatuto da Juventude, cuja emenda determina a edição por meio de uma lei.

Da interpretação do novo artigo 227 da Constituição depreende-se que a partir de agora os jovens, juntamente com as crianças e adolescentes, terão “prioridade absoluta” de acesso aos direitos que já lhes eram conferidos por serem universais (vida, saúde, alimentação, educação, cultura, dignidade), mas que dependem muito de políticas públicas para serem plenamente efetivados.

A critica a emenda está na ausência de proporcionalidade, princípio inerente aos direitos constitucionais, que na prática dá a um rapaz de 20 anos a mesma prioridade absoluta que deve ter um menino de sete anos.

A conquista de direitos dá-se por meio da disputa na arena pública. A “prioridade absoluta” às crianças e aos adolescentes visa compensar o fato de que estes sujeitos não podem, por sua condição, pressionar diretamente os poderes públicos para exercê-los. Já os jovens, historicamente, se mostraram prodigiosos na sua capacidade de reivindicarem seus direitos seja nas ruas, seja por representação junto às instituições (disputando cargos eletivos ou exercendo o voto).

Assim, não se questiona a prioridade “política” a ser dada às políticas de juventude, mas o fato de estender a prioridade “absoluta” a 48 milhões de jovens enfraquece a “priorização máxima” necessária às crianças e aos adolescentes e ao mesmo tempo excede-se na proteção aos jovens, visto que o meio mais adequado seria propiciar aos jovens condições para emancipação, incluindo a responsabilidade de atuarem por si para exercer seus próprios direitos sem paternalismo do Estado, sob o risco de domesticar uma geração inteira com reflexos futuros sobre a cidadania.

Embora tenha sido aprovada por “consenso” no parlamento, e sob grande aplauso das organizações juvenis, tal medida é um descompasso que não contribui para a construção de uma democracia com fortes laços de solidariedade entre as gerações.

Outro aspecto de destaque é que a emenda inseriu a expressão “os jovens” sem fazer uma distinção clara com o segmento da juventude e o segmento da infância e da adolescência.

A diferenciação jurídica entre os segmentos repercute na organização das políticas de juventude, que devem se desvincular das estruturas de assistência social, tendo abordagem mais emancipatória e menos de proteção e da tutela, como deve ser para a infância. Os jovens (18 a 29 anos) buscam independência e inserção social autônoma. Portanto, as políticas de juventude devem ter caráter emancipatório.

Um argumento apresentado a favor da aprovação da PEC da Juventude com atual formato estava na sua importância para transformar o tema juventude de políticas de governo e para políticas de Estado, consolidando os avanços institucionais obtidos nos últimos anos, principalmente com a criação da Secretaria Nacional de Juventude e do Conselho Nacional de Juventude – CONJUVE.

Neste aspecto vale ressaltar, as políticas de juventude estão num campo em construção que ainda precisa ter muitos avanços conceituais, além dos já obtidos para que possa alcançar a condição de políticas de Estado reconhecida por todos atores políticos que atuam no cenário nacional. Em relação a isto, a PEC da Juventude não é uma garantia de que mudanças de governo, mesmo em caso de continuidade da atual coalizão, não possam desacelerar as políticas de juventude ou diminuir o seu status diluindo-a num grande Ministério do Governo Federal voltado aos direitos humanos (Criança e Adolescente, LGBTT, Deficientes, Combate a Tortura, Direito a Verdade e a Memória).

Ainda que seja razoável a justificativa em favor da aprovação da PEC para obter avanços institucionais nas políticas de juventude na atual conjuntura eleitoral com uma possível troca de governo, acredito que a emenda perdeu a oportunidade histórica de consagrar direitos específicos à condição juvenil: o direito à emancipação; ao financiamento público do tempo livre; à experimentação; à convivência social; à redução obrigatória da jornada de trabalho durante os estudos; à participação; ao trabalho decente ou ao financiamento da sua inatividade; dentre outros direitos úteis aos jovens na construção de suas trajetórias para assim colaborarem melhor com o desenvolvimento da nação.

domingo, 11 de julho de 2010

Milhares de pessoas com Dilma na primeira semana da campanha à Presidência

Esse Vídeo mostra os primeiros momentos da Vitoriosa Campanha de Dilma Roussef para Presidência do Brasil. Siga conosco nessa caminhada, faça história elegendo a 1ª Mulher Presidenta do Brasil!!!


AGORA é DILMA


quarta-feira, 2 de junho de 2010

quinta-feira, 27 de maio de 2010

quarta-feira, 26 de maio de 2010

UnB Fora do Armário

Construindo Diálogos por um Brasil Fora do Armário!

por Rídina Motta e Vinícius Alves

Entre os dias 17 e 19 de Maio de 2010 Brasília foi palco de diversas atividades contra a homofobia que culminaram na realização da I Marcha Nacional LGBT.

O evento contou com a presença de 3mil pessoas vindas de todos os estados do País e que marcharam reivindicando a criminalização da homofobia e a aplicação do Plano Nacional LGBT - que visa garantir a cidadania plena a Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. Sem dúvidas, a Marcha configurou-se como um grande divisor de águas para o Movimento LGBT Brasileiro, que levou às ruas pela primeira vez em um calendário unificado seus protestos, suas bandeiras e indignações frente ao fundamentalismo religioso e aos setores conservadores da sociedade, que impedem até hoje cidadãos LGBT de terem leis aprovadas e direitos equiparados.

Nos dias 17 e 18 de Maio, a Juventude da ABGLT, juntamente com a UNE, através de sua Diretoria LGBT e dos DCEs da UnB e UCB realizaram o I Seminário UnB Fora do Armário, que contou com a presença de lideranças do movimento LGBT, bem como representantes do Legislativo e do Executivo no Brasil.

Durante os debates foi ressaltada a urgência e importância de trazer para dentro da Universidade a pauta LGBT em defesa da diversidade sexual, colocando o ensino superior como um local estratégico para a operarmos transformações reais que queremos ter na sociedade.

Os debates do UnB fora do Armário reforçaram essa necessidade da luta contra a homofobia dentro do espaço universitário, especialmente quando vimos no último período casos de agressão a estudantes homossexuais, seja nas Casas de Estudantes, nos jornais de Centros Acadêmicos ou por parte da própria homofobia institucional operada por seguranças de algumas Instituições de Ensino (IEs).

Além de denunciar esses atos de homofobia o seminário pautou também a necessidade de mudanças administrativas e curriculares capazes de atender as demandas dos LBGT's na universidade e na Educação brasileira.

O uso do nome social de travestis e trasexuais é um desses pontos fundamentais de reivindicação, que traz consigo também a reflexão crítica e a denuncia de exclusão que sofrem ainda essas e esses cidadãos no processo educacional brasileiro.

O Seminário UnB Fora do Armário, bem como a Marcha LGBT nos mostram a importância que tem nos organizarmos cada vez mais para dentro e fora da Universidade, rompendo com paradigmas conservadores e heteronormativos que ainda constituem e sustentam setores da sociedade brasileira e de nossas universidades.

A Universidade deve se constituir em espaço público de produção do conhecimento que se volte para a emancipação de todas e todos, rompendo com preconceitos e formando seres sociais reais, capazes de operar as mudanças necessárias na construção de uma sociedade cada vez mais justa, radicalmente democrática e igualitária.É chegada a hora de pensar a inclusão dessas e desses cidadãos em todos os espaços, com respeito e condições reais e materiais de viver uma cidadania plena, com acesso a educação, trabalho, lazer e tudo mais.

É preciso construir cada vez mais diálogos que voltem-se à sociedade resignificando a diversidade como um valor humano saudável e a ser preservado, no lugar de visto como uma ameaça a ordem, a vida ou a moralidade humana.

Construir uma sociedade e uma Universidade sem homofobia, lesbofobia, transfobia e operar essa transformações reais é papel da Juventude da ABGLT, da União Nacional dos Estudantes e de cada um de nós que acreditamos nessa luta.

Todas e todos rumo a II Marcha Nacional Contra a Homofobia - Maio 2011, até que todas nós LGBT sejamos livres!
Viva a Marcha Nacional Contra a Homofobia!
Viva a Juventude da ABGLT! 
Viva a União Nacional dos Estudantes! 
Até a vitória!

*Rídina Motta é 1ª Diretora LGBT da UNE
**Vinícius Alves é da Associação Beco das Cores (BA) e membro da Comissão Política Nacional da Juventude da ABG





sexta-feira, 21 de maio de 2010

I Marcha Nacional Contra a Homofobia

3 mil participam da I Marcha Nacional Contra a Homofobia

Cerca de 3 mil ativistas do movimento LGBT participaram na manhã desta quarta-feira, 19 de maio, na esplanada dos ministérios da I Marcha Nacional Contra a Homofobia.
Vindos de todas as regiões do país os manifestantes exigem a aprovação do Projeto de Lei 122/2006 que combate a toda discriminação, incluindo a homofobia. Segundo dados do Grupo Gay da Bahia, a cada dois dias no Brasil, uma pessoa é morta, vítima da intolerância em razão de sua orientação sexual.
Os movimentos exigem também o cumprimento do Plano Nacional LGBT na sua totalidade, especialmente nas ações de Educação, Saúde, Segurança e Direitos Humanos.
A Juventude do PT apóia a luta dos movimentos LGBT e participou da Marcha.
Confira o depoimento de Rídina Mota, da UNE, sobre a I Marcha Nacional Contra a Homofobia.




Paulo Bomfim - PT Alagoas Voto aos 16

Paulo Bomfim, membro do Diretório Estadual do PT de Alagoas e dirigente da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias chama a juventude para mudar a sua história




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